coração

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Há momentos..


"Há momentos nos quais, de maneira antecipada e, quem sabe, até precipitada, tudo definimos e estabelecemos dentro de nós, idealizando nossos sonhos e metas de maneira irrevogável. Entretanto, em muitas circunstancias, as realidades acabarão não acontecendo da maneira como planejamos, e nesses peculiares invernos, poderá – intensamente – nos visitar a frustração. É horrível desejar tanto uma realidade e por fim deparar-se com a sua não-realização. Contudo, não é só quando a vida sorri que podemos ser felizes… muitas vezes, a felicidade que nos espera será preparada pelas lágrimas, sendo que as mesmas (lágrimas) podem se tornar um sólido alicerce para a construção de uma madura realização em nossa história."

Padre Adriano Zandoná

Fomos criados para o Céu!


Fomos criados para o Céu!
A fé e a oração são forças que influem na nossa história. A frase de Nossa Senhora ”O meu imaculado coração triunfará” nos garante que o Coração do seu Divino Filho, aberto pela lança, está cheio de Misericórdia para toda a humanidade.

Somos educados a olhar os acontecimentos com olhos terrenos. É hora de elevarmos o nosso olhar para o Alto, para o Céu, que é a nossa Pátria prometida. Lá onde a Virgem Maria intercede por nós com o seu amado Filho, Jesus, e onde estaremos livres de toda dor e sofrimento.

”Ó Santa Mãe do Redentor, porta do Céu sempre aberta, estrela do mar, socorrei o vosso povo, que cai e anela por erguer-se. Socorrei, sim, socorrei o vosso povo que cai”.

Oremos pela paz, rezemos por todos os que nos pedem orações e peçamos com fé:

Nossa Senhora da Defesa, rogai por nós!
Luzia Santiago (Canção Nova)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Escrevo para celebrar Teu nome.


(…)
Escrevo para celebrar o Teu Nome, ao desabrigo dos nomes. (…) Creio, sim, que o nome que melhor Te convém continua a ser este: Amor. Ou este outro: Misericórdia. Nunca Te vi, Deus abscondítus, apenas Te pressinto no olhar aflito ou alegre dos passantes. Apenas Te pressinto na palavra, que é um vivo. Ou na pujança que move o mundo. Sim, o olhar transporta. O sentido é transpositivo. A palavra é legião: sei que não falo no deserto, alucinado e estéril. O magnificat é a forma mais jubilosa de ver o mundo como um milagre, de assistir à primavera, aos nascimentos e até às despedidas. Creio que Tu és o Verbo que se fez carne em Jesus e que habitou entre nós (Jo 1, 14). Porque não sei falar (escrever-Te) só queria mostrar as feridas das palavras varridas pela areia dos dias com que Te escrevo. Espero que, chegando à Páscoa, chegarei à palavra plena. Vou deixar de querer ver-Te: o Teu olhar me basta. Para os amantes, escrever foi sempre dizer: "Vem"! Que outra coisa poderia eu querer, escrevendo-Te?
[Fragmento do último escrito de Frei José Augusto Mourão, OP, o poeta litúrgico da “alegria triste”]
Ilustração: Sebastião Salgado

“Não se mede o valor de um homem..


Um pensamento que não pode se esquecer com o tempo:
“Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas que usa ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor humano reside no seu caráter, na solidez de suas ideias e, sobretudo, na nobreza de seus ideais, metas e objetivos” 
Precisamos aprimorar nossos conceitos, pois: 
"o homem vê a aparência, mas Deus vê o coração" 
(1 Samuel 16,7) - 
Sigo a vida desejando um mundo mais ético e justo!


                        ( Edson Oliveira Lima )

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Curar o outro é curar qualquer coisa em mim.


Refrão meditativo... 
Uma história: Thomas Ann, uma mulher divorciada com um filho, aprendeu a misericórdia da maneira mais dura. Ela mergulhou em um poço de raiva e vingança, quando seu filho único, calouro da universidade, foi assassinado por um marginal de 17 anos que lhe pediu carona e que, ao entrar no carro, apontou uma pistola ao jovem condutor. O assassinato de seu filho foi um ato fortuito, sem motivo e indefensável. E o seu filho não foi a única pessoa a morrer nessa noite – Thomas Ann ficou sozinha, confusa, cheia daquele tipo de dor e ódio que paralisa o coração e faz parar a vida, mesmo a dos que estão vivos.
O seu filho, um bom rapaz, estudante de sucesso, a esperança de sua vida, tinha partido. Ela estava agora completamente só, sem futuro, sem esperança, aparentemente sem nenhuma razão para viver.  Mas, 13 anos depois, Thomas Ann visitou o assassino do seu filho na prisão, tendo como única intenção obter informações sobre a noite do assassinato. Entretanto, durante a conversa, o jovem baixou a cabeça sobre a mesinha à qual ambos estavam sentados e começou a chorar, e, então ela o tocou e começou a conhecê-lo.
A história chocou o país. “Como pôde ela fazer aquilo?” questionavam as pessoas. Ou talvez, mais corretamente, se pergutassem: “Seria eu capaz de fazer tal coisa? Seria eu capaz de ser tão misericordioso para com quem me tivesse feito algo tão destituído de sentido, tão abominável, tão destrutivo?”
A resposta de Thomas Ann a essas perguntas foi simples: “Se fosse meu filho que estivesse sentado naquela sala”, disse ela, “eu gostaria de que alguém lhe desse a mão para o ajudar a erguer-se”.
(Chittister, Joan. O sopro da vida interior. A oração como experiência de misericórdia. São Paulo, Paulinas, 2015). 
Leitura - Lc 10,25-37
Partilha... (Quem ainda não experimentou o que é ser ferido, por ódio ou por negligência, quem nunca viu passarem-lhe ao lado, na estrada da vida, aqueles que pensava que, com certeza, o iriam ajudar? Quem não sabe o que é ser alvo de chacota ou de rejeição ou de inveja ou de má interpretação, ou quem nunca foi algo de ideias estereotipadas? Quem nunca sentiu o efeito embrutecedor das ideias que nos fazem cativos dos objetivos e ambições dos outros e nos tornam, ao mesmo tempo, oprimidos e opressores?
O samaritano mostra que quando curo o outro, curo qualquer coisa em mim. Aqueles que não conseguem ultrapassar suas fronteiras interiores para curar os feridos, continuarão a viver com as suas próprias feridas para sempre
Rezemos juntos:
Todos: Ajuda-me Senhor,
- a que meus olhos sejam misericordiosos, para que eu jamais suspeite ou julgue segundo as aparências, mas que busque o belo na alma de meu próximo e acuda em ajudá-lo;
Todos: Ajuda-me Senhor,
- a que meus ouvidos sejam misericordiosos, para que leve em conta as necessidades de meus próximos e não seja indiferente às suas penas e gemidos;
Todos: Ajuda-me Senhor,
- a que minha língua seja misericordiosa, para que jamais fale negativamente de meus próximos mas que tenha uma palavra de consolo e perdão para todos;
Todos: Ajuda-me Senhor,
- a que minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras;
Todos: Ajuda-me Senhor,
- a que meus pés sejam misericordiosos para que sempre me apresse em socorrer meu próximo, dominando minha própria fadiga e meu cansaço.
Todos: Ajuda-me Senhor,
- a que meu coração seja misericordioso, para que eu sinta todos os sofrimentos de meu próximo”. 
Todos: Ajuda-me Senhor.  
(Pe. Adroaldo Palaoro sj)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A compaixão como fonte do chamado.


“Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas...; chamou os doze discípulos” (Mt 9,36) 
"Uma pessoa que se define tem força para despertar, para arrastar, para mobilizar os outros. Jesus é o homem que se definiu. Por isso, Ele nos inspira e nos impulsiona. Inspirar e impulsionar, impulsionar a partir da inspiração: isso é seduzir no melhor sentido da palavra. Jesus não nos seduz simplesmente para provar sua condição divina ou a veracidade de sua mensagem. Ele nos seduz porque foi um homem de carne e osso como nós, e porque alcançou um grau de humanidade, de compaixão e liberdade, de sensibilidade e compromisso..., que está em nossas mãos alcançar. 
A grande novidade e originalidade de Jesus (sua subversão) começou em sua maneira de olhar a realidade e de deixar-se afetar por ela. A “subversão” da vida começa pela subversão do olhar e vice-versa. O coração sente de acordo com o que os olhos veem, mas os olhos veem de acordo com o que sente o coração. A realidade subverte o olhar, e o olhar subverte a realidade. Olhos que não veem, coração que não sente. Mas os olhos não veem quando o coração não sente. 
Os olhos de Jesus viram muita dor, miséria, violência..., e suas entranhas se comoveram. Viu o seu povo despojado da terra, dos direitos mais elementares... Jesus viu e se compadeceu; compadeceu-se e indignou-se; indignou-se e se comprometeu na transformação daquela realidade dolente; comprometeu-se porque seus olhos viram mais a fundo, mais além, outro mundo possível. Na raiz de sua atividade terapêutica e inspirando toda sua atuação junto aos enfermos está sempre seu amor compassivo. Jesus se aproxima dos que sofrem, alivia sua dor, toca os leprosos, liberta os possuídos por espíritos malignos, os resgata da marginalização e os devolve à convivência. 
O que move a vida de Jesus é a compaixão e a compaixão é expansiva, tem impacto profundo naqueles(as) que estão ao seu redor. Compaixão desperta compaixão pois ela é mobilizadora dos sentimentos mais nobres presentes no interior de cada um. No calor da compaixão ativada brota o chamado de Jesus e a resposta dos seus(suas) seguidores(as). Sem compaixão, a resposta ao chamado se esvazia, o serviço se burocratiza, o seguimento vira lei.  
Jesus não nos chama para seguir uma religião, uma doutrina, nem faz proselitismo... Ele desencadeia um movimento e nos convoca a segui-Lo, ou seja, identificar-nos com Ele e com sua proposta de vida.  O horizonte do chamado e do envio não é outro que o compromisso em favor da vida e das pessoas, frente àquelas forças que tendem a travar e danificar a mesma vida. A partir desta perspectiva, a “missão” pode reencontrar seu verdadeiro sentido. Enviados(as) em favor da Vida, seus(suas) seguidores(as) sabem muito bem qual é o encargo que Jesus lhes confia. Nunca O viram governando a ninguém; sempre O conheceram curando feridas, aliviando o sofrimento, regenerando vidas, destravando os medos, contagiando confiança em Deus. 
A novidade de Jesus consiste justamente em afirmar que existe um caminho para encontrar a Deus que não passa pelo Templo, pela pompa dos ritos e pela observância estrita das leis. Desse modo, reconhece-se a vida como lugar privilegiado da Sua Presença. 
O(a) seguidor(a) de Jesus não é aquele(a) que, por medo, se distancia do mundo, mas é aquele(a) que, movido por uma radical compaixão, desce ao coração da realidade em que se encontra, aí se encarna e aí revela os traços da velada presença d’Aquele que é a Misericórdia. 
É aqui, neste mundo, que Deus nos chama a estender o seu Reinado, trabalhando cada dia como amigos(as) de Jesus que passam, se compadecem, curam, ajudam, transformam, multiplicam os esforços humanos. Apaixonados(as) por Deus, apaixonam-se pelo mundo que, em sua diversidade, riqueza, profundidade, fragilidade, sabedoria... lhes fala e lhe revela o rosto misericordioso do Deus que se humanizou para humanizar nossas vidas. 
Jesus não fundou o clero nem quis instituir um corpo ou estamento de “homens sagrados”, uma espécie de funcionários do templo, constituindo-se numa “classe superior”. O que Jesus quis foi “discípulos/as” que lhe “seguissem”, ou seja, que vivessem como Ele viveu: dedicados a curar enfermidades, aliviar sofrimentos, acolher as pessoas mais perdidas e extraviadas. Assim nasceu o “movimento de Jesus”. 
Jesus, o “rosto misericordioso do Pai”, continua passando diante de cada um de nós, parando e fazendo um chamado que desperta comoção e compaixão. Sua presença provocativa e seu chamado exigente colocam em questão nosso costume de nos refugiar no mundo asséptico das doutrinas, na tranqüilidade de uma vida ordenada, satisfatória e entorpecida, na segurança de horários imutáveis e de muros de proteção, longe do rumor da vida que luta para ter um lugar ao sol, dos gritos daqueles que sofrem e morrem nas periferias deste mundo. 
Escutar e seguir Seu chamado implica abandonar a estreiteza de nossos caminhos e deixar o nosso coração bater no ritmo dos doentes e marginalizados, vítimas da desumanização de nossa sociedade. O importante não é pôr em marcha novas atividades e estratégias, senão desprender-nos de costumes, estruturas e dependências que estão nos impedindo ser livres para contagiar o essencial do Evangelho, com verdade e simplicidade. 
Como evitar que a aventura, na qual um dia nos embarcamos, nascida de uma paixão pelo Senhor e pelo seu Reino, transforme-se num tedioso cumprimento de normas e costumes? Estamos, talvez, experimentando a frustração de não ter acertado na rota da busca da vida plena e transbordante na qual quisemos investir as nossas melhores energias: sentimo-nos cansados(as) de palavras sem significado e sentimos fome de proximidade, de presença, de compromisso. 
Como Igreja, nem sempre temos adotado o estilo itinerante que Jesus propõe. Nosso caminhar torna-se  lento e pesado; não acertamos o passo para acompanhar a humanidade; não temos agilidade para deslocar-nos em direção à margem sofredora; agarramos ao poder e às estruturas que tiram a mobilidade; enredamos nos interesses que não coincidem com o Reinado de Deus.
Não estaremos desperdiçando as nossas forças para conservar atitudes arcaicas e nos deliciamos com um estilo de vida que nos atrofia? Não chegou, talvez, o momento de deixar de repetir aquilo que fazíamos antes, e de abrir-nos àquilo que está diante de nós, à novidade que o Espírito está criando? 
Para Jesus, o ideal de sua mística é “viver com um pé levantado”, isto é, sempre pronto para responder às oportunidades que são oferecidas pela vida. O(a) seguidor(a) de Jesus vive a aventura enquanto capacidade de estar “na frente” de situações desafiantes, superando o medo de romper paradigmas, potencializando talentos e fomentando a criatividade... Tem a ousadia de inovar, a coragem de arriscar e a vontade de realizar mudanças importantes. Para isso é preciso despojar-nos de hábitos arraigados, pré-juizos, ideias fixas, modos fechados de viver e abandonar a atitude do “sempre fizemos assim”. Estes são os vícios que impedem uma resposta diferente e sedutora num mundo em transformação. 
A compaixão deve configurar tudo o que constitui nossa vida: nossa maneira de olhar as pessoas e de ver o mundo; nossa maneira de nos relacionar e de estar na sociedade, nossa maneira de entender e de viver a fé cristã... "
Texto bíblico:  Mt 9,36-10,8
Na oração: Jesus, foi o homem que se definiu, tinha claro qual era sua missão; por isso, nos apresenta uma causa muito nobre e, com seu chamado, rompe nosso estreito mundo e desperta em nós ricas possibilidades, reacende o que de mais nobre há em cada um(a) e amplia nosso horizonte de vida.
Seguir Jesus Cristo é aderir a Ele incondicionalmente, é “entrar” no seu caminho, recriá-lo a cada momento e percorrê-lo até o fim. Seguir é deixar-nos “configurar”, isto é, movimento pelo qual vamos sendo modelados(as) à imagem de Jesus Cristo.
- Sua vivência do Seguimento de Jesus é marcada pelo “olhar compassivo e comprometido” ou por práticas piedosas alienadas, que não o(a) projetam em direção aos mais sofredores? 
Pe. Adroaldo Palaoro sj

sexta-feira, 14 de julho de 2017

És precioso aos meus olhos.


"No capítulo 10 de São João, encontramos uma afirmação muito consoladora e, me parece, pouco explorada. “Vim trazer a vida em abundância” (Jo 10, 10). Entretanto, muitos não conseguem descobrir o segredo desta vida grandiosa e bela, que Jesus veio trazer. Daí a razão porque muitos não vivem e sim, vegetam. Arrastam-se pela vida, cheios de ódio, amargura e autopunição. 

Transformam o dom precioso da vida num verdadeiro inferno. Porque não crêem no infinito amor de Deus, não se amam, não se perdoam e, portanto, atraem para si todo o tipo de enfermidade. Vivem na maior confusão, desordem. Agridem-se e agridem, sem piedade, quem atravessar no seu caminho. Esquece-se que são obras-primas da mão do Criador.

Encontramos no livro do profeta Isaías muitas afirmações referentes ao amor infinito de Deus para com o homem pecador, dando-lhe tranqüilidade e paz. Vejamos esta: “És precioso aos meus olhos” (Is 43, 4). Se formos preciosos aos olhos de Deus, deveríamos ser preciosos também aos nossos olhos. 

E assim como o Senhor nos olha com compaixão, deveríamos ser compassivos para conosco e assim, não perderíamos a paz e iríamos desvendando o segredo da vida em abundância, que Jesus nos veio trazer. O segundo mandamento da lei de Deus manda que amemos o nosso próximo como a nós mesmos, logo há também um mandamento, que manda que nos amemos a nós mesmos. Se nos amássemos a nós mesmos como Deus nos manda, creio que tudo seria melhor para nós e para aqueles que nos cercam.

(...) Quando nos amamos como pessoas, tudo funciona melhor, nossos relacionamentos tornam-se mais harmoniosos, equilibrados e satisfatórios. Descobrimos, portanto, a alegria de viver. Com humildade aprendemos a ver as coisas, nossos semelhantes e a nós mesmos pelo lado melhor. 

Descobrimos que os nossos irmãos são seres imperfeitos como nós, mas o lado bom supera de maneira grandiosa as imperfeições e misérias. O milagre começa, então, a acontecer: temos condições da amar o Senhor Deus e ao nosso próximo, porque aprendemos a nos amar como filhos queridos de Deus.

Um dos segredos divinos revelados à humanidade é que realizemos o plano de Deus Pai: Que vivamos felizes, enquanto vivermos e onde vivermos. Que sejamos felizes! Sabemos, entretanto, que a felicidade neste mundo é relativa; só no céu encontramos a felicidade definitiva, onde não haverá dor, nem sofrimento algum e contemplaremos a Deus face a face. Enquanto caminhamos por este vale de lágrimas, precisamos aprender a vida em abundância, que o nosso divino Redentor nos veio trazer. Só desfrutamos plenamente a vida, quando cremos no amor infinito de Deus e vivemos os seus mandamentos. 

Só amaremos verdadeiramente a Deus e ao nosso próximo, quando nos amarmos a nós mesmos como Deus nos ama. É preciso, é necessário que nos amemos a nós mesmos. Não tenhamos medo de pedir ao Senhor que realize esse milagre em nossas vidas. Somos feridos, machucados de muitas maneiras e precisamos ser curados. Lembremo-nos que o Senhor no livro de Ezequiel, nos promete um milagre:

“Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo: tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis meus preceitos” (Ez 36, 26-27). O Senhor nos faz categoricamente uma promessa, devemos crer e pedir, que venha realizar esse milagre em nós. Devemos repetir com toda a confiança, todos os dias, e até muitas vezes durante o dia, para que este milagre tão necessário aconteça".

Padre Chico
in: Um caminho para Deus, Ed. Pneuma

terça-feira, 11 de julho de 2017

A Cruz Sagrada seja a minha luz.


A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te, satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!
Amém!

Glorioso São Bento,
que dedicaste toda sua vida a Cristo e aos irmãos,
cuidando da vida espiritual
e estabelecendo pontes de amor
entre o coração de Deus e alma do homem,
protegei-me contra os ataques do mal,
livrai-me das insídias do inimigo,
concedei-me a paz interior
e a fortaleza diante das tempestades da vida.
Ó poderoso São Bento,
defendei-me dos olhares invejosos
e ensinai-me a partilhar o amor com todos.
Que a Cruz do Senhor me guie pelos caminhos de luz,
e que o dragão feroz que ronda nossa alma
seja afugentado pelo poder do Cristo Salvador.
Afasta de minha vida e de minha família
toda força do mal, e que, por tua intercessão,
eu anuncie as misericórdias do Cristo Senhor!
Amém!

Enxuga o rosto dos que choram🙏


Enxuga o rosto dos que choram🙏

"Senhor, venho pedir-te,
por todos os que se encontram na solidão,
no deserto da vida, sem ter com quem partilhar
seus sentimentos. Vem Senhor Jesus, ser o consolo, o companheiro desses que por algum motivo se sentem excluídos e abandonados…
Abraça Senhor, enxuga o rosto dos que choram, dos
que estão aflitos, e são tantos Senhor!
Eu sei Senhor, que lá fora muitos estão se perdendo,
outros estão se distanciando cada vez mais de Ti, mas
em algum lugar pessoas sofrem sozinhos, carentes, abandonados e ainda acreditam que a Tua presença pode restaurar cada um deles.
Eu te peço Senhor, vem visitar cada um dos teus filhos e filhas que precisam do teu carinho e do teu amor". AMÉM!!!

Tarcísio Silva

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Seu Amor.


Seu Amor é o maior presente que recompensa todo sofrimento, dor e saudade...
Das coisas que eu mais amo é ver seu sorriso e ir dormir com o coração aquecido de paz!

                            - Eunice Alves-

Perdoar como Deus perdoa.


"Perdoar seria simples se nós tivéssemos que dar o perdão somente àqueles que vêm pedir com tristeza e arrependimento. A palavra de Deus admoesta-nos a perdoar incondicionalmente a todos aqueles que pecarem contra nós. Sempre que precisamos perdoar alguém, infelizmente, recusamo-nos.

Jesus disse, bem como é relatado em Mateus 6,14-15: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai não perdoará as vossas ofensas." À luz de outras Escrituras que falam do perdão de Deus, compreende-se melhor Mateus 6,14-15 como dizendo que as pessoas que se recusam a perdoar ainda não experimentaram, elas mesmas, o perdão de Deus.

Para gozarmos da verdadeira graça do perdão de Deus, devemos perdoar como Ele mesmo nos perdoa. É difícil. Somos homens, sempre nos justificamos pelas nossas fraquezas e não pela grandeza de Deus em nossas. Falamos logo que Deus perdoa por ser divino, e que nós não temos a capacidade de perdoar por que somos humanos, como se ser homem significasse só fraqueza. Todavia, somos mais que homens, somos filhos amados de Deus. De Deus temos amor e misericórdia. Assim, também, deve ser a nossa relação com os irmãos. Pois o perdão gera o amor e o amor gera a misericórdia.

Quando rezamos o Pai-Nosso corremos o risco de não pedir àquilo que damos aos outros: "Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido". Ou seja, se não somos capazes de perdoar verdadeiramente ao outro, àqueles que nos feriu, magoou-nos, ou nos decepcionou, perdemos a capacidade de pedir com sinceridade o perdão de nossos pecados a Deus.

Deus tem tudo para perdoar os nossos pecados e Ele quer nos perdoar. Podemos ver a força de sua misericórdia e de seu infinito amor. Deus promete que quando viermos a Ele pedindo perdão, Ele livremente o concede (I João 1:9). Pecamos contra Deus infinitamente mais do que qualquer pessoa poderia algum dia pecar contra nós. Se Deus que é capaz de nos perdoar de tanto, como podemos recusar de dar o perdão a outros por tão pouco? Uma pessoa, por um único erro, condenamos por anos, ou por toda a vida. Nunca olhamos o outro pela sua capacidade de recomeçar, mas apenas e unicamente pela sua capacidade de errar.

A cada erro nosso, a cada falha, quando desobedecemos a um dos mandamentos de Deus, contra Ele pecamos. Todas as vezes que fazemos mal a outra pessoa, pecamos não somente contra ela, mas também contra Deus.

No entanto, Quando olhamos a vastidão da misericórdia de Deus em nos perdoar de TODAS as nossas culpas, todos os nossos erros, todos os nossos pecados, aí sim nos damos conta que nós não temos o direito de reter esta graça para com os outros. Devemos amá ao próximo e perdoá-los sem imposições, sem limitações ou restrições, assim como Deus nos ama e nos perdoa".

  Sebastião Gustavo Siqueira de Andrade
Diocese de Santarém Diocese de Santarém - Ministro da palavra e professor universitário